
Estava eu lendo um dos posts que a minha querida e amada Cíntia escreveu sobre músicas bregas. Não exatamente músicas bregas, mas sobre aquelas músicas antigas que a gente adora ouvir de vez em quando e que fazem nos fazem dançar feito retardados mentais na frente do espelho.
Decidi então, num lapso da minha mente maluca, procurar por músicas que eu não ouvia há muito tempo e colocá-las no meu Ipod para aqueles momentos remember.
Enfim, aconteceu que eu estava no ônibus, ontem, voltando para casa e começou a tocar Kong Fu Fighting do Carl Douglas. Não sei dizer exatamente porque, mas essa canção tem o mesmo efeito em mim do que as músicas do filme Grease (por sinal um dos meus favoritos). Mal começaram aqueles instrumentos orientais com a conhecida melodia e aquela vozinha de fundo com a sucessão de ‘ôôôhhs’ tão característica e eu despiroquei total. Assim, eu sempre fui uma pessoa conhecida pelos micos que pago e bem, dessa vez não foi diferente.
É porque para mim a música é sinônimo de vida. Cada momento que eu passo tem uma canção específica. É como se eu existisse um radinho sintonizado na minha estação 24 horas por dia, sete dias por semana, e ele lembrasse de uma música para cada instante importante da minha vida. E se tem uma coisa que eu amo é colocar o fone de ouvido e desfilar pelas ruas me achando a última bolacha do pacote. Patético, eu sei. Mas eu acho tão legal você estar se sentindo bem consigo mesma e sair por aí sem importar com nada nem ninguém, rindo das pessoas fazem caras incrédulas para a sua atitude um tanto quanto incomum. Quero dizer, sem música a minha vida não teria graça alguma.
E então lá estava eu, me sentido a Gisele Bundchen na propaganda da Vivara (com direito a voltas e jogadinhas de cabelo) quando um inoportuno senhorzinho tocou o meu ombro e pediu para eu, por favor, cantar mais baixo pois estava atrapalhando a viagem dos demais. Sim, sim, podem rir, eu deixo, isso realmente aconteceu. Eu estava lá tão profundamente perdida no meu momento diva que comecei a cantar Kong Fu Fighting, em alto e bom som, em um ônibus lotado. Mais uma vez, patético, eu sei. Mas acontece nas melhores famílias (eu duvido, mas afirmar que isso realmente acontece nas melhores famílias e que qualquer um pode pagar um mico desses me conforta absurdos). Eu fiquei tão chocada e tão envergonhada que comecei a rir feito, uma retardada mental e a situação ficou ainda mais patética quando os passageiros começaram a rir junto comigo.
Desci do ônibus sem saber onde enfiar a cara. Estava tão envergonhada que acabei também descendo dois pontos antes do que normalmente desço para ir para casa e acabei tento que fazer uma caminhada absurda até chegar em casa, na qual o meu ‘momento ridículo’ me perseguiu por todo o caminho. E, doida como sou, não consegui parar de rir durante toda a caminhada e o resultado foram mais pessoas avulsas rindo da minha atitude avulsa num ciclo sem fim (ou melhor até eu chegar em casa, quanto eu tive aquela gargalhada gostosa final e joguei o pensamento para o fundo da gaveta a fim de retomar o meu auto-controle e lucidez).
Mas sei que, no final das contas eu não me arrependo de pagar esse micos (mesmo que eu esteja sozinha). Quero dizer, se eu viver séria e estressada como a maioria das pessoas dessas cidade eu vou realmente enlouquecer (isso se a convivência com essas crises urbanas já não adiantou a fase senil da minha vida). Então é por isso que eu também sou conhecida por meu gosto completamente maluco por músicas.
Quem me conhece a primeira vez sempre tem a impressão de que eu sou quietinha, meiga e educada. Mal sabe que eu sou uma amante de punk rock, viciada em desenhos animados, escandalosa que nem pato em dia de coleta de patê de fígado e que adora ouvir um breguinha de vez em quando. Tipo as músicas do High School Musical, das quais eu sei até as coreografias e não tenho vergonha de dançar quietinha na volta para casa (acho que o ônibus virou meu purgatório), ou as canções da Hannah Montana, quando eu me sinto A super rockstar como a direito a solos de guitarra imaginária, ou então aquela música que eu amo do The Police que me sentir total a última bolacha e na qual eu me sinto absurdamente honrada pelo Sting ter escrito uma canção tão linda pra mim.
Ou então quando eu estou num momento realmente remember e escuto escondida as músicas dos Backstreet Boys, N’Sync, Five, Molejo e até mesmo daquela dupla pouco conhecida da minha infância a Sandy & Júnior com aquela música que eu nem obedecia como se fosse a bíblia, “Vamos Pular” (piada interna total! Né, não siamesa?). Rola até um momento especial para as melodias do rei (vai meu rei! Piada interna de novo!), Roberto Carlos, Ou aquelas canções bem antigas do Rádio Táxi (“E eu canto bem alto…Evvvaaa!” – essa é tão velha que nem minha mãe conhece!) e da época da ditadura militar que eram cheias de mensagens subliminares que os censores imbecis nunca encontravam (por favor, mais explícito do que ‘afasta de mim esse cálice’ não existe!) e que passam um sentimento meio de nostalgia daquilo que você nunca passou mas gostaria de ter vivenciado.
Eu acho que o mais legal de tudo isso é o poder que a música possui. Como quando você está puta com o mundo e coloca o fone de ouvido e põe YMCA pra tocar e não resiste a força que vêm de dentro que te faz dançar loucamente e incentiva a chamar as amigas mais próximas a dançar junto, mesmo que elas não estejam ouvido a música com você. E até mesmo quando você desistiu de lutar contra a vontade de despirocar totalmente e dança horrores na frente do espelho do banheiro e sua mãe pega você no show imaginário patético, e quando você percebe que ela está li finge que não é com você e começa a pentear o cabelo como se nada tivesse acontecido.
Ah, o que seria do mundo sem a música e os micos traumáricos?


Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Ameeeeeeeeeeeei ter te contaminado com músicas felizinhas e amei seu mico! Foi um mico lindo! Um mico feliz!
Pelo menos vc num chegou dando voadora no pâncreas do velhinho só porque tava ouvindo kung fu fighting!!!
Vamo nos prometer nunca ouvirmos a mesma música juntas num lugar público… Eu, vc, pri e tua siamesa nunca podemos correr esse risco, seria um mico colossal, quadruplicado!!!
Amo muito!
Você é as gotinhas extras de chocolates do meu muffin de banana!! E o combinho nenê do meu petit gateau!!
(*sentimentos gastronomicamente expressados já viraram nossa marca!)
Beijones!
não há ser humano lúcido ou louco que não se exalta pateticamente com kung fu fighting!!!
bjaooo meu bem
Meu, sou muito mal educado… Você escreveu um comentário tão legal no meu blog e eu demorei mó tempo pra retribuir a visita. Mas a justiça tarda mas não falha, já diria a minha Avó (ela não conhece o sistema judiciário brasileiro…rsrsrs).
Seu texto é MUITO bom!!! Leve, flui fácil, a gente não sente o quanto é longo. E KUNG FU FIGHTING É DEMAIS MEU!!!
Já fiz pior que você, cantei (alto) e DANCEI(!!!) atravessando a Consolação uma vez..
Uma informação que talvez interesse: O Jack Black vai regravar a música, com o cara do Gnarls Barkley, pra trilha do “Kung Fu Panda”: “http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI2893021-EI1267,00-Jack+Black+vai+regravar+Kung+Fu+Fighting+para+filme.html”
Um beijo e sim, você também ganhou um leitor (que comenta sempre!).
Ahhh como assim não comentei ainda??????????? Que siamesa mais relapsa……
Ahhh, se sabe que eu sempre amo seus posts….. E mico é com a gente mesmo né???? Quem mais além de nós pra cantar alto, bem alto, na rua????????? Poxa, ne precisa dizer mais nada né????????
‘I really am a rockstaaaaaaaaaaaaaaaar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Yeah yeah!!!!!!!!!!’
Só a gente mesmo.
Beijos sabor muffin!!!!!!!!!!
Maki…total a uma ligação uahuhauha
E eu achando que era a única pessoa do mundo a fazer isso…bem ainda bem que não sou…
Quanto a Kong Fu Fighting naum tem quem despiroque com essa música e Grease é TOTAL muuuuito bom
Tell more……
uahuahuhauha
Bem quando sairmos juntas poderemos fazer uma dupla uahauhuhauha um mico COLOSSAL uhauhahuahuhuahua
beijos super