Triste foi o dia em que eu percebi que tinha me apaixonado por um rockstar, um não, três. Quero dizer, não é como se eu ainda tivesse doze anos de idade e esse tipo de comportamento fosse, no mínimo, aceitável. Mas cá estou, com as mãos suando frio, cada vez que escuto uma música que eles tocam, sentindo frios incontroláveis na barriga toda vez que vejo uma foto bem tirada, e sentindo arrepios que percorrem desde o dedão do pé até a minha nuca cada vez que vejo um deles sorrindo. É completamente ridículo e imaturo. Mas não consegui controlar. Não que eu também seja a melhor pessoa do mundo no que diz respeito a auto-controle (vocês já sabem porque – se não lembram, vejam aqui).
Daí, acontece que eu sou uma pessoa de mente muito fértil. Tipo, muito fértil. A ponto de perder o ponto de ônibus na volta pra casa ou descer na estação de metro errada e não reconhecer a Av. Brigadeiro Luis Antônio de tão viajada que estou nas próprias histórias mirabolantes que invento. Quero dizer, quando no mundo iria Zac Efron trombar comigo no centro da cidade enquanto vendo pães de mel para bancar a faculdade e se apaixonar loucamente por mim? Só em sonho mesmo. Ou melhor, vai ver nem em sonho, porque uma coisa assim nem o mais louco roteirista de Hollywood imaginaria. E então lá estou eu, em casa, com a tevê ligada, a página do Word aberta tentando, enfim, colocar algum dos meus textos em dia, os fones de ouvido no último volume e tudo o que eu consigo pensar é que eu tenho vontade arrancar a suéter de Kevin Jonas com os dentes deixar ele me jogar contra a parede, me chamar de lagartixa e dar A pegada que deixa qualquer uma sem ar. E eu esqueço de respirar, fico meio tonta, a visão escurece por um minuto eu começo a babar e, aí, já viu. Pode esquecer que nada que vai ficar na página do Word depois de ver aquela foto será apropriado para o horário.
Então eu e minha irmã siamesa ficamos horas e horas e horas atrás de fotos, fatos, vídeos e todo tipo de informação que podemos achar sobre eles na internet (graças a todos os deuses do universo Google e Youtube foram inventados, afinal, sem eles, eu não sobreviveria) e pensamos nos mais variados meios de tentar conhecê-los e acabamos completamente exaustas depois de pirar loucamente com a cena de Joe Jonas sem camisa em Camp Rock. Colocamos até mesmo nossos empregos à prova ao irmos dormir ás 3 horas da manhã de um domingo depois de assistir a estréia e a reprise desse filme no Disney Channel e imaginar qual seria a melhor fantasia de Pokémon para cada um deles junto com a Pam no MSN e chegamos nos respectivos escritórios com um baita mal-estar, morrendo de sono e com lágrimas nos olhos depois de vermos o último vídeo da turnê Burning Up em que Nick Jonas canta A Little Bit Longer e começa a chorar desesperadamente. Deixamos passar diversos erros em relatórios e matérias, mas não é como se realmente nos importássemos. Tudo o que queríamos era ir pra casa o mais rápido possível e nos fechar na bolha que criamos em que não pensamos em nada mais a não ser nos três dedicando When You Look Me In The Eyes para nós num dos shows mais importantes da carreia deles e afirmando todos os boatos de que somos as mulheres das vidas deles e que logo após o concerto teremos um casamento coletivo em Vegas.
E é como se existíssemos apenas nós e eles no mundo. Que as fãns enlouquecidas não passam de hologramas inconvenientes, que Selena Gomes tem um cabeção e Demi Lovato um sorriso à la Chandler-tirando-foto-para-casamento-com-a-Mônica. E às vezes você quer que o caminho de casa demore trezentas e oitenta e sete horas a mais só para você poder terminar a história louca que estava imaginando. E nem mesmo conversas sem noção total como aquela no McDonald´’s sobre a Dercy Gonçalves ter causado o Big Bang quando deu a luz a Chuck Norris consegue desligar a sua mente completamente do fato que você está total apaixonada por uma pessoa que NUNCA (e bota nunca nisso) vai descobrir que você existe.
E então, wghoops!, você percebe quão patética é e desiste de entender o que acontece e passa a fase dois da sua big crush e decora todos vídeos que encontra sobre eles na internet, escrever mensagens para eles no MySpace (e sente dores inacreditáveis toda vez que abre a sua caixa de e-mails e não encontra uma resposta), escreve cartas, pensa nas frases mais mirabolantes para participar das mais diversas promoções do Disney Channel para, quem sabe, enfim conhecê-los. E você também pensa em tudo o que você diria para eles no minuto que os encontrasse, mas sabe que na verdade, tudo o que realmente aconteceria seria você chorando loucamente sem saber se corria de tanto nervoso ou se agarrava um deles e nunca mais soltava. Pensa também em todas as piadas que eles um dia falaram e que você retomaria, como enfim fazer uma casa de pássaros para o Kevin, perguntar ao Joe se alguma vez ele já comeu ‘rice moves’ ou se o Nick realmente usa ‘Slow down, girl, I’m a diabetic’ como a sua pickup line (e reza para que todos os deuses do universo sejam caridosos e o façam usar essa fala com você).
Enfim, a situação inteira chega a ser tão ridícula e humilhante e estressante que você esquece os seus problemas, entra num mundo irreal onde tudo está bem e as músicas que eles fazem ajudam você a sobreviver todos os dias. Você percebe que ser Just Friends com a pessoa que você ama pode não ser o fim do mundo e que você precisa Hold On até tudo ficar bem. Porque tudo sempre fica bem. E no meio tempo você se sente Burning’Up com todas essas emoções que você sente, a vontade de gritar, pular e espernear toda vez que pensa numa cena mais intensa ou vê uma foto linda ou assiste ao pedaço de um show deles. Você sente frio na barriga quando eles dizem Hello Beautiful e deseja ser a dream girl deles. E você percebe que está feliz. No meio de toda aquela loucura que é a sua vida e de todo o drama e crises existenciais você se sente bem e feliz e livre de tudo o que lhe traz cabelos brancos.
Nada importa de verdade que não seja a sua felicidade naquele momento. O resto você joga no fundo da sua gaveta. E vai dormir mais cedo só pra pensar neles antes de cair no sono e rezar para que seus pensamentos se transformem em um pensamento bom.
Ah, nada como a mente e a criatividade humanas!



Olha, nem sei se tem algo que eu possa dizer que você já não tenha dito. Cada vez maisd me convenço que somos siamesas.
Quer dizer, a gente ri, fala besteira, vai dormir às 3 da manhã e acha tudo isso lindo….(não que não seja lindo, maravilhoso, e outras cositas mais…)
Tudo bem que meninas do mundo inteiro fzem as mesmas coisas que nós, só que ela têm entre 9 e 12 anos. A gente tem 20 (aiii falta 1 dia……..). Por isso mesmo que eu amo essa nossa relação. Ter 12 anos é beeem melhor que ter 20, nem se compara.
E bom, quem não se apaixonaria por um Jonas Brothers depois de ler sobre eles. Pessoas extremamente fofas, dedicadas, fotogênicas (ai ai ai, as fotos…). Impossível, precisa ter um coração de pedra.
Anyway, vou parar por qu por que já estou tremendo.
Não restam dúvidas que somo ‘awwwkwards’, mas a gente vai levando…
Amo amo amo amo!
Beijos
Maki…..como todos os outros pots…me identifiquei…ainda mais com esse.
Take a breath….e não trema…. as fotos são muito importantes….
Amo falar com vcs no msn de madrugada rsrsrsrs
bjus
Ahhh, tava por aqui de bobeira, relendo seu post e pensando em um que eu tô achando que vou escrever no meu fotolog…
Sério, me sinto beeem ridícula tendo 20 anos e uma mega aixão por um garoto de 15, ou 16… Mesmo o Kevin, que tem a nossa idade, é tipo, IMPOSSÍVEL!!!!
Sério, essas coisas só acontecem com a gente……
Tenho uma conta pra você.
Você já sabe o resultado, é uma palavra que não tem sinônimos!
Kevin Jonas + creme dos deuses + suéter verde + suspensório = ???
Heheheheheheheheheheh
Eu não ia comentar aqui porque não sei necas de pitibiriba deles… mas como vc foi super bondosa me aliviando dessa parte, eu comento em retribuição ao seu gesto! Que lindo!